quinta-feira, 5 de março de 2015

TEORI ZAVASCKI DEVE REVELAR INVESTIGADOS NESTA SEXTA-FEIRA

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve analisar todos os pedidos de abertura de inquérito e arquivamentos relativos à Operação Lava Jato nesta sexta-feira. O material que pede a investigação de 54 pessoas à Corte foi encaminhado pela Procuradoria-Geral da República no início da noite de ontem.

Na análise, Zavascki deve retirar o sigilo dos casos e tornar públicos os nomes que serão investigados.


Na lista de 54 possíveis investigados, constam tanto parlamentares e autoridades com foro especial como pessoas sem prerrogativa de foro.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Juro básico vai a 12,75% ao ano, maior taxa desde janeiro de 2009

Esta foi a quarta vez seguida em que o BC elevou a Selic




O Banco Central (BC) elevou, nesta quarta-feira, a taxa básica de juros (Selic) para 12,75% ao ano, um aumento de 0,5 ponto percentual. Com a alta, a Selic passa a ter seu maior valor desde janeiro de 2009, segundo informações da Folha de São Paulo.

Após chegar a R$ 3, dólar recua e fecha em R$ 2,979
Em 2 min, entenda como a crise política afeta a economia

Esta é a quarta vez seguida em que o BC eleva a taxa. Entre os motivos que explicam a alta estão a inflação resistente, que deve ganhar mais força após a série de protestos dos caminhoneiros no país, e os reajustes nos setores deenergia e transporte, com o retorno de tributos sobre os combustíveis.


A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) foi unânime e de encontro com a expectativa da maior parte do mercado financeiro. A próxima reunião do grupo está marcada para os dias 28 e 29 de abril.

São Vicente do Sul: Alagamentos por conta da chuva...

No domingo os mais de 120 mm de chuva no último domingo resultaram em alagamentos em várias casas. Em pouco mais de uma hora, a enxurrada fez os bueiros não vencerem escoar tanta água o que acabou inundando residências e estragando várias estradas. No início da semana a prefeitura emitiu uma nota informativa culpando o lixo jogado nos bueiros pelos alagamentos. Na segunda quem foi procurar o prefeito para pedir providências deu com os burros n’água já que o prefeito Fernando não foi trabalhar por conta de uma dor de barriga. 

terça-feira, 3 de março de 2015

Lista de políticos investigados na Lava-Jato causa tensão em Brasília



Ao longo da tarde desta terça-feira, a informação de que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL) aparecem na lista de parlamentaresque podem vir a ser investigados na Operação Lava-Jato disparou pelos corredores do poder em Brasília. Era o começo de uma série de negativas e retaliações em um dia tomado pela tensão.

No aguardo da entrega no Supremo Tribunal Federal (STF) dos pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar parlamentares que teriam relação com a corrupção na Petrobras, a ansiedade espalhou-se pelos três prédios separados pela Praça dos Três Poderes. Todos queriam saber os nomes da lista de supostos envolvidos.

— Brasília está à beira de um ataque de nervos — resumia um interlocutor do Planalto logo depois do almoço.

Lava-Jato: os próximos passos a partir da lista de Janot 

Preocupados com os reflexos do caso no governo Dilma Rousseff e no PT, técnicos do palácio não escondiam o desejo de ver lista divulgada de uma vez. O suspense ajuda a paralisar o Planalto, que congelou nomeações de segundo escalão e a possível ida do ex-presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), para o Ministério do Turismo.

Nos prédios da PGR e do STF, muitos assessores engravatados andavam com passo apertado e rosto fechados, evitando conversas. 

Na Câmara, deputados espiavam os celulares a todo instante, navegando em sites de jornais e redes sociais em busca de novas informações. Quando viam jornalistas, perguntavam sobre a situação no STF.

— Vocês já têm a lista? — indagou Mendonça Filho (DEM).

Irado com o vazamento de seu nome, promovido pelo próprio governo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi para o Twitter negar relação com os desvios ou qualquer aviso prévio da investigação por parte do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Já o senador Ciro Nogueira (PP-PI), outro especulado para constar na famosa lista, usou o Facebook para se defender: "Repito o que sempre sustentei: renunciarei ao mandato de senador da República se surgir qualquer prova objetiva que venha macular minha atitude como homem público".


O presidente do Senado, Renan Calheiros, respondeu com represálias ao Planalto. Na segunda-feira, desistiu de ir ao jantar de caciques do PMDB com Dilma Rousseff. No final da tarde de ontem, resolveu devolver a medida provisória que reverte a desoneração da folha de pagamento de diversos setores, editada pelo governo para viabilizar o ajuste fiscal. As reações eram esperadas em Brasília, já que peemedebistas avisaram o senador sobre o pedido de investigação.

segunda-feira, 2 de março de 2015

A Batalha de Camaquã: segunda-feira teve confronto entre PRF e caminhoneiros e deixou seis feridos



O que os moradores de Camaquã viram nesta segunda-feira no pórtico de entrada da cidade foi uma batalha. Houve um enfrentamento entre a força de choque da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e caminhoneiros que estavam na beira da BR-116 para protestar pedindo redução do preço do diesel. 


Os manifestantes acabaram recebendo apoio dos habitantes do município, o que intensificou o embate — que seguiu pela noite. Os ânimos começaram a esquentar no fim da tarde. A PRF iniciou a intervenção para retirar os manifestantes com suporte da Força Nacional, autorizada a desobstruir rodovias pelo governo federal. Com escudos, bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, o policiamento dispersou o grupo na beira da rodovia, arrancou faixas e efetuou prisões.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

A categoria capaz de parar todo um país



Marcos Fonseca
Poucas categorias de trabalhadores têm tanto poder nas mãos que os caminhoneiros. Talvez nem mesmo eles soubessem disso: unidos, podem parar o país. É isso que está se vendo hoje. Bastou estacionarem os caminhões ao longo das rodovias para o Brasil praticamente parar. De combustível a alimentos, mercadoria nenhuma chega ao seu destino, já que 80% de tudo toda a produção nacional viaja via rodoviária. O resultado é o desabastecimento generalizado em muitas cidades. Greve de caminhoneiros não é coisa nova no país. Sempre houve. Mas a dimensão do atual movimento, que já dura uma semana, começa a surpreender especialistas políticos e econômicos. Há quem diga que o protesto já se iguala à onda de manifestações que tomaram as ruas em 2013.
Só que o ato dos motoristas tem um efeito mais forte sobre a economia nacional. “Eles realmente têm a capacidade de parar o Brasil”, afirma o cientista político e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Dejalma Cremonese. O modal rodoviário, em detrimento do trem e dos navios, foi adotado há 60 anos e, hoje, mostra-se ultrapassado. “É um modelo muito atrasado e errado”, aponta o cientista político.
A greve que provoca bloqueios nas estradas é para protestar contra o último reajuste dos combustíveis, especialmente do óleo diesel. A elevação do preço fez o lucro dos motoristas autônomos minguar. Os donos das mercadorias não desejam aumentar o valor pago pelo frete, pois isso afetaria a concorrência. Quem acaba pagando a conta do prejuízo é o caminhoneiro.
Cremonese diz que a instabilidade política, econômica e social neste começo de 2015 é a maior dos últimos 20 anos. Ao mesmo tempo, observa-se um distanciamento das autoridades com relação aos anseios da sociedade. “Contrariamente do que a sociedade quer num momento de crise, a classe política dá as costas ao povo”, observa.

Na análise do cientista político, a euforia dos 12 anos do governo do PT começa a diminuir. Os incentivos para que a população comprasse casa e carro novos geraram o endividamento dos brasileiros. Muitos não conseguem pagar as contas. É o que está acontecendo com os caminhoneiros.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Aneel aprova aumento de até 39,5% para contas de luz



A partir da próxima segunda-feira, a conta de luz vai ficar mais cara para consumidores atendidos por 58 concessionárias. A revisão tarifária extraordinária para essas empresas foi aprovada nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e a previsão é de aumento médio de 23,4%.
Os maiores reajustes serão para as distribuidoras AES Sul (39,5%), Bragantina (38,5%), Uhenpal (36,8%) e Copel (36,4%). Os mais baixos serão aplicados para as distribuidoras Celpe (2,2%) e Cosern (2,8%).
Os impactos da revisão serão diferentes conforme a região da distribuidora. Para as concessionárias das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o impacto médio será de 28,7% e, para as distribuidoras que atuam nas regiões Norte e Nordeste, de 5,5%. A diferença ocorre principalmente por causa do orçamento da CDE e da compra de energia proveniente de Itaipu.
Também começam a valer na semana que vem os novos valores para as bandeiras tarifárias, que permitem a cobrança de um valor extra na conta de luz, de acordo com o custo de geração de energia. Além da revisão extraordinária, as distribuidoras passarão neste ano pelos reajustes anuais, que variam de acordo com a data de aniversário da concessão.
Segundo a Aneel, a revisão leva em consideração diversos fatores, como o orçamento da CDE deste ano, o aumento dos custos com a compra de energia da Usina de Itaipu - por causa da falta de chuvas -, o resultado do último leilão de ajuste – que aumentou a exposição das distribuidoras ao mercado livre – e o ingresso de novas cotas de energia hidrelétrica.

— No ano passado e neste ano, o custo da energia elétrica tem sido realmente alto, porque o regime hidrológico não está favorável, temos despachado todas as térmicas, que têm um custo mais alto — explicou o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino.