sábado, 29 de agosto de 2015

Extratos bancários confirmam pagamento de R$ 600 ao funcionalismo no Rio Grande do Sul



Previsões de depósito nos extratos bancários confirmam, neste sábado, que os servidores estaduais receberão R$ 600 na próxima segunda-feira. Trata-se do segundo parcelamento seguido do salário do funcionalismo — que prevê, por conta do fatiamento, nova paralisação na próxima semana.

O pagamento de parcela de R$ 600 ainda não havia sido confirmado oficialmente pelo Piratini. O restante dos vencimentos deve ser pago em até quatro vezes, dependendo do salário de cada servidor. Porém, o governo pode não conseguir cumprir o cronograma, já que, pelo não pagamento da parcela da dívida com a União, o Estado pode ter as contas bloqueadas novamente pelo governo federal.

Famílias contam o drama de ter o salário parcelado
O Piratini ainda não se manifestou oficialmente sobre o parcelamento. Na abertura da 38ª Expointer, o governador foi breve ao comentar a crise:

— Os servidores merecem uma explicação, mas hoje o assunto é Expointer — disse.

Desta vez, o parcelamento atinge o salário de todo o funcionalismo. Em 31 de julho, servidores receberam R$ 2.150,00 — fatiamento que atingiu 47,2% do quadro.

Na segunda-feira, o Piratini deve prestar esclarecimentos sobre o pagamento dos vencimentos, disse Sartori. Mais uma vez, a Secretaria da Fazenda do Estado deve detalhar a crise financeira que atinge o Rio Grande do Sul e sustentar a impossibilidade em repassar, integralmente, o valor dos salários.


Entre os dias 11 e 21 de agosto, as contas gaúchas ficaram bloqueadas pelo governo federal porque o Estado não quitou os R$ 263,9 milhões referentes à parcela da dívida com a União. Quando o Piratini voltou a ter gerência sobre as finanças, teve de pagar cerca de R$ 265 milhões de pendências de julho — como repasses para a saúde e horas extras de policiais. E, na última semana, ainda pagou R$ 290 milhões que corresponde ao duodécimo dos Poderes.

sábado, 22 de agosto de 2015

Caixas eletrônicos são arrombados em Mata


Dois caixas eletrônicos de uma agência bancária do Banrisul foram arrombados na manhã deste sábado no centro de Mata, município da Região Central do Estado. Este é o quinto ataque a agências bancárias neste mês na região. As informações são da Rádio Gaúcha.

Polícia prende suspeitos de assassinar e esquartejar mulher
Homem confessa ter esquartejado mulher e dá detalhes do crime

Conforme a Brigada Militar (BM), uma guarnição foi acionada por moradores da região por volta das 6h50min. Quando chegaram ao local, identificaram um caixa eletrônico violado, possivelmente, por um maçarico.


Fumaça saía dos equipamentos, o que leva a polícia a acreditar que o ataque foi recente. A polícia fez perícia no local e conta que dinheiro foi levado (o valor não foi informado).

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

OUTRO ESCÂNDALO INTERNACIONAL ENVOLVE LULA E OAS. DESTA VEZ O CASO DE É DE GASEIFICADORA NO URUGUAI.

Ao lado, foto mostrando que a obra está paralisada. -

Na reportagem do jornal El País, Montevidéu, hoje, o deputado nacionalista Pablo Abdala denuncia aquilo que chama de “injerencia directa” de Lula a favor de OAS, usando seu prestígio junto ao ex-presidente Mujica. É outro escândalo internacional envolvendo o ex-presidente e o cartel das empreiteiras.


O título da reportagem é "Involucran a Lula en la concesión de gasificadora".

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Sartori diz a empresários que enviará projeto de aumento de ICMS à Assembleia nesta quinta-feira



Em mais um dia de articulações políticas, o governador José Ivo Sartori comunicou aos líderes de entidades empresariais a decisão de enviar nesta quinta-feira, à Assembleia, o projeto para aumentar impostos no Estado.

O governo corre contra o tempo para conseguir romper resistências e convencer a base a aprovar o texto, que pode render R$ 2 bilhões anuais extras ao Tesouro estadual, a partir de 2016.

Sartori faz bateria de reuniões com deputados por aumento de impostos

Disposto a pedir a compreensão dos setores contrários à medida, Sartori recebeu empresários em duas reuniões, uma pela manhã e outra à tarde. Na campanha, ele havia prometido não elevar o ICMS, mas o agravamento da crise nas finanças teria provocado a reviravolta.

Em ambos os encontros, Sartori contou com a ajuda do vice-governador, José Paulo Cairoli, ex-presidente da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), para sensibilizar os interlocutores.

— O governador comunicou que o projeto será apresentado e pediu o nosso apoio, mas sabe que não terá. Entendemos que elevar tributos, em um momento de crise, é um tiro no pé — disse Ricardo Russowsky, atual presidente da Federasul.


Sartori ofereceu chimarrão e evitou entrar em atritos. Falou mais do que o vice, visivelmente constrangido — até assumir o cargo, Cairoli sempre foi refratário a tarifaços. Apesar disso, não conseguiu garantir adesão.

domingo, 16 de agosto de 2015

Manifestações de agosto superam as de abril, mas são menores do que as de março



Unificadas por grandes faixas verticais com a frase "Impeachment Já", manifestações contra  Dilma Rousseff voltaram a ocorrer neste domingo em todos os Estados e no Distrito Federal. É o terceiro protesto massivo, com participação superior à registrada em 12 de abril e inferior de 15 de março. Levantamento do jornal Folha de S. Paulo mostra que Polícias Militares calculam que mais de 610 mil pessoas participaram dos atos nas capitais dos 26 Estados e em Brasília - em abril, a estimativa atingia 521 mil e, em março, 1,7 milhão.

A maior quantidade estimada pelas polícias militares estaduais foi na capital paulistas, com 350 mil pessoas concentradas na Avenida Paulista. Os organizadores avaliaram a participação entre 900 mil e 1,5 milhão . Em Porto Alegre, a Brigada calculou 30 mil, e os representantes do ato, 65 mil.


A estimativa de participantes em 10 capitais (no Rio, PM não fez projeção):

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

CUT QUER EXÉRCITO OPERÁRIO PARA BLINDAR LULA, PT E GOVERNO DILMA



Em encontro com a presidente Dilma, sindicalista afirmou que "qualquer tentativa de atentado à democracia", no caso a punição dos ladrões do dinheiro público, transformará movimentos sociais em um exército. Presidente da CUT chama movimentos de esquerda a 'sair às ruas com armas na mão'. Em 1961, 1964 e 1968 as esquerdas também tentaram violar a Constituição e ir para a luta armada, mas foram derrotadas pelas forças militares republicanas.

Meses depois do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ameaçar enfrentar com o 'exército de Stédile' os movimentos que pedem a saída da presidente Dilma Rousseff, um novo exército apresentou-se nesta quinta-feira em defesa do mandato da petista. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, pediu aos movimentos sociais a ida à "rua entrincheirados, com armas na mão, se tentarem derrubar a presidente". A frase foi dita durante o evento Diálogo com Movimentos Sociais - do qual a própria presidente participa, em mais um aceno à esquerda diante do agravamento da crise política.


Freitas afirmou ainda que se houver "qualquer tentativa de atentado à democracia, à senhora ou ao presidente Lula nós seremos um exército". Como os outros que o antecederam, o presidente da CUT fez duras críticas ao ajuste fiscal e ao mercado financeiro. "O mercado nunca deu e nunca dará sustentação ao seu governo. O povo dá sustentação ao seu governo", disse. "Queremos também que governe com a pauta que ganhamos na eleição passada e não com recessão", concluiu.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Taxas de juros sobem pelo décimo mês consecutivo




Pelo décimo mês seguido, as taxas de juros voltaram a aumentar, segundo apuração feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac). Para pessoas físicas, as seis modalidades de crédito tiveram alta dos custos de empréstimos. Na média, a taxa subiu 1,73%, passando de 6,94% (em junho) para 7,06% (em julho). Ao ano, a taxa subiu de 141,93% para 143,55%.

A rolagem da dívida do cartão de crédito continua sendo a mais elevada entre as linhas para a pessoa física, com correção de julho de 3,91%. Em junho, o consumidor pagava ao mês 12,54% e passou a pagar 13,03% em média. No ano, a taxa avançou para 334,84%. Apesar de ter a menor oscilação entre as modalidades, o crédito direto ao consumidor (CDC) nos bancos para a compra de automóveis teve a segunda maior alta, de 0,95%, com taxa de 2,12% ao mês e 28,63% ao ano.

A segunda maior taxa foi constatada no cheque especial. Os juros subiram na média 0,9%, alcançando 10,1% ao mês e 217,28% ao ano. Para obter empréstimo pessoal nas instituições financeiras, o consumidor pagou 0,79% mais, com taxa de 7,7% ao mês e 143,55% ao ano. Essa linha nos bancos teve correção de 0,73%, com a taxa passando para 4,13% ao mês e 62,52% ao ano. O menor avanço ocorreu no comércio, 0,38%. Os juros cobrados pelo setor giraram em 5,25% ao mês e 84,78% ao ano, em média.


Para as pessoas físicas, os juros subiram, em média, 0,74%, atingindo 4,06% ao mês e 61,22% ao ano. Segundo a Anefac, a tendência é que os juros continuem em alta. Em nota técnica, a associação atribuiu o aperto financeiro ao “cenário econômico, que aumenta o risco do crescimento nos índices de inadimplência. Este cenário se baseia no fato de os índices de inflação mais elevados, o aumento de impostos e os juros maiores reduzirem a renda das famílias”.