quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O que deve acontecer na economia com a perda do grau de investimento



Após a confirmação da perda do grau de investimento pelo Brasil, operadores do mercado financeiro chegaram a temer uma disparada brusca do dólar e queda acentuada da bolsa nesta quinta-feira pelo receio de forte fuga de capitais do país. A moeda americana chegou a subir 2,5% e encostar nos R$ 3,90 às 9h30min, mas depois amenizou alta e fechou em R$ 3,85 (+1,34%).


O Banco Central também agiu e fez leilão de US$ 1,5 bilhão para tentar conter a valorização. O inverso aconteceu com a bolsa . O índice Ibovespa chegou a cair 2,25% no início do pregão, mas reagiu a partir da abertura do mercado americano. Chegou a passar para o terreno positivo, mas fechou em queda de apenas 0,33%.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Depois de "Pixuleko", manifestantes criam boneco de Dilma com nariz de Pinóquio



Depois do ex-presidente Lula e seu Pixuleko, Dilma Rousseff também virou boneco inflável pelas mãos dos manifestantes. A "Pixuleka", como foi apelidada a figura, tem 13 metros e mostra a presidente com nariz de Pinóquio, manchas de lama, faixa presidencial rasgada e estrela do PT quebrada. O boneco estreou nesta segunda-feira, durante os desfiles de 7 de Setembro, em Brasília.

"Não há nenhuma razão para impeachment", diz Lula
Dilma diz que é preciso coragem para enfrentar problemas

A Pixuleka teria sido confeccionada pelo Movimento Brasil, grupo popular de oposição ao governo federal, diz o Correio Braziliense. De acordo com Josan Leite, um dos organizadores do movimento, o boneco custou R$ 13,5 mil, quantia obtida por meio de doações.


Às 10h da manhã, a Pixuleka foi erguida em um local próximo à Esplanada dos Ministérios, onde Dilma assistia aos desfiles ao lado do vice-presidente Michel Temer e de ministros. Ao lado, o já famoso boneco do ex-presidente Lula vestido com roupas de presidiário também foi inflado.

sábado, 5 de setembro de 2015

Sob vaias, Sartori pede união na abertura da Expointer



Sob vaias e manifestações de servidores estaduais que protestam no Parque Assis Brasil, em Esteio, por conta do parcelamento de salários, o governador José Ivo Sartori realizou nesta sexta o discurso na cerimônia de abertura da Expointer. Sem comentar os protestos, exaltou o sucesso da feira, que, segundo ele, é o Rio Grande do Sul que dá certo.

Tendo que falar alto, quase gritando, para tentar superar o barulho causado pelos manifestantes, Sartori destacou o volume de negócios da Expointer. “Já somamos mais de R$ 735 milhões no volume de negócios, máquinas, artesanato, animais, agricultura familiar e um publico superior a 300 mil pessoas. Esses números vão aumentar até domingo. Temos que exaltar o trabalho de todos os parceiros. Ressalto que o Parque Assis Brasil, onde começa a primeira concessão público e privada do nosso governo, projeto que vai aumentar a capacidade do parque e melhorar o atendimento dos frequentadores. Valorizamos muito o significado social da Expointer. Aqui as famílias convivem”, disse o governador que lembrou do vendaval que destruiu parte do Parque Assis Brasil no final do ano passado.


“Quem viu o Parque Assis Brasil após o vendaval de dezembro pode ter achado que não seria possível realizar a Expointer. O esforço conjunto da iniciativa privada, do poder público e da sociedade gaúcha resultou no sucesso que hoje todos nós estamos vendo. Nós nunca deixamos de acreditar. Mobilizamos equipes, fizemos parcerias e conseguimos”, destacou.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Fundador do PT, Hélio Bicudo pede impeachment da presidente Dilma

O advogado Hélio Bicudo apresentou na terça-feira (1º/9) à Câmara dos Deputados pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, ele afirma que o Brasil está “mergulhado em profunda crise” e que a atual situação econômica representa na verdade uma crise moral
Fundador do PT, ex-deputado federal e ex-vice-prefeito de São Paulo na gestão Marta Suplicy, Bicudo afirma no documento que as chamadas “pedaladas fiscais” e as notícias de corrupção na Petrobras são suficientes para a saída da presidente.

No primeiro caso, ele diz que Dilma deu aval para as manobras que adiaram pagamentos e usaram bancos públicos para bancar dívidas do governo federal. Ainda segundo a Folha, Bicudo escreve que se trata de “maquiagem deliberadamente orientada a passar para a nação (e também aos investidores internacionais) a sensação de que o Brasil estaria economicamente saudável”. Sobre a “lava jato”, aponta que “pessoas próximas à presidente” estão sendo investigadas.

Para o advogado, não se trata de golpe. “Em nenhuma medida, considerar a possibilidade de impeachment representa golpe. Muito ao contrário, o que uma verdadeira República não pode admitir é que o governante lance mão de todo tipo de desmando, até com o fim de garantir sua reeleição, ficando blindado à devida ação dos demais poderes.”

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Prefeito de Cacequi é condenado por improbidade administrativa

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O Tribunal de Justiça (TJ-RS) condenou em ação civil pública o prefeito Flávio Gilberto Dorneles Machado (PTB) de Cacequi e a empresa Zuleica Menezes de Macedo ME por improbidade administrativa. Cabe recurso. As informações são da Rádio Gaúcha SM.  


Conforme ação ajuizada em 2012 pelo Ministério Público Estadual (MPE), o prefeito contratou serviços do jornal Folha Três Rios (nome fantasia da empresa Zuleica Menezes de Macedo ME) por um preço maior que o de outra empresa que concorria no mesmo processo licitatório – o que causou prejuízo ao poder público. O serviço prestado era para publicidade de obras, serviços e campanhas da prefeitura de Cacequi. 

Em 2010, época em que foi lançado o certame, a Folha Três Rios apresentou a proposta de R$ 3,39 por centímetro de coluna do jornal. A Gazeta dos Pampas apresentou o valor de R$ 1,70. Já A Razão Editora Ltda propôs o valor de R$ 8,50.

A proposta do jornal Gazeta dos Pampas foi desclassificada por ser considerado que não era possível a execução dos serviços pelos valores apresentados. A editora A Razão teve a proposta recusada porque o valor era muito acima da média cotada pelo município. O Gazeta dos Pampas entrou com recurso, apontando que poderia praticar os valores que propôs. O recurso foi negado e a vencedora da licitação, com contrato assinado em maio de 2010, foi a Folha Três Rios.

Nos autos, consta que a Folha Três Rios apontou que o preço orçado no processo licitatório era de R$ 4,53 por centímetros de coluna, ao passo que a Gaveta dos Pampas ofertou R$ 1,70, razão pela qual a comissão de licitações a desclassificou da concorrência. Disse que o baixo valor apresentado pela Gazeta dos Pampas evidenciaria “tentativa de ludibriar o certame”. O prefeito disse que a Gazeta dos Pampas não apontou todos os custos, apenas informando o valor de R$ 0,41 de despesas referentes à gráfica e deixou de demonstrar as demais.

Em auditoria feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCU-RS), foi constatado que a Folha Três Rios utilizava espaço maior do que o necessário para as publicações da prefeitura, razão de ter sido condenada no mesmo processo. Ela estaria enriquecendo de forma ilícita. A empresa não foi encontrada pela reportagem para dar sua versão quanto a prática de irregularidades.

O prefeito Flávio Gilberto Dorneles Machado relata que perseguição política motivou a ação judicial. - Há má intenção de alguém, pois jamais cometi qualquer ato ilegal durante a minha atuação pública. Entrarei com recurso e o tempo dirá para que lado está a razão. Eu não tenho medo. Estou tranquilo - afirma.

Os dois réus foram condenados ao ressarcimento integral do dano que causaram ao poder público, juros e valor ajustado de acordo com o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). Além disso, os dois terão que pagar multa igual ao valor atualizado do dano, estão proibidos de contratar junto ao poder público, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica, pelo prazo de cinco anos. O prefeito, ainda, foi condenado a perder a função pública e permanece inelegível pelo prazo de cinco anos.

Fonte: Diário de Santa Maria




População de Jaguari realiza protesto pela reconstrução de ponte



Desde as 10h desta segunda-feira, comerciantes e população em geral se reúnem em frente à ponte Júlio de Castilhos, em Jaguari, na Região Central. A manifestação é para cobrar dos órgãos responsáveis que seja feita a reconstrução da ponte, que caiu há cerca de três meses.

De acordo com Miguel Tier, presidente da associação comercial, a expectativa é de que 100% do comércio local feche as portas até o meio-dia desta segunda.

– A situação está crítica. É um prejuízo enorme para todos nós e um problema que dividiu a cidade. Isso não pode ficar assim. Nossa intenção é que, com este protesto, consigamos pressionar as autoridades para que a ponte seja reconstruída o mais rápido possível – esclarece Tier.

Laudos sobre a ponte afirmavam que a estrutura precisava de reparos

Os manifestantes estão reunidos com cartazes, carro de som e faixas. A previsão é de que o protesto vá até o final da manhã.





Foto: Lisiane Bataglin






sábado, 29 de agosto de 2015

Extratos bancários confirmam pagamento de R$ 600 ao funcionalismo no Rio Grande do Sul



Previsões de depósito nos extratos bancários confirmam, neste sábado, que os servidores estaduais receberão R$ 600 na próxima segunda-feira. Trata-se do segundo parcelamento seguido do salário do funcionalismo — que prevê, por conta do fatiamento, nova paralisação na próxima semana.

O pagamento de parcela de R$ 600 ainda não havia sido confirmado oficialmente pelo Piratini. O restante dos vencimentos deve ser pago em até quatro vezes, dependendo do salário de cada servidor. Porém, o governo pode não conseguir cumprir o cronograma, já que, pelo não pagamento da parcela da dívida com a União, o Estado pode ter as contas bloqueadas novamente pelo governo federal.

Famílias contam o drama de ter o salário parcelado
O Piratini ainda não se manifestou oficialmente sobre o parcelamento. Na abertura da 38ª Expointer, o governador foi breve ao comentar a crise:

— Os servidores merecem uma explicação, mas hoje o assunto é Expointer — disse.

Desta vez, o parcelamento atinge o salário de todo o funcionalismo. Em 31 de julho, servidores receberam R$ 2.150,00 — fatiamento que atingiu 47,2% do quadro.

Na segunda-feira, o Piratini deve prestar esclarecimentos sobre o pagamento dos vencimentos, disse Sartori. Mais uma vez, a Secretaria da Fazenda do Estado deve detalhar a crise financeira que atinge o Rio Grande do Sul e sustentar a impossibilidade em repassar, integralmente, o valor dos salários.


Entre os dias 11 e 21 de agosto, as contas gaúchas ficaram bloqueadas pelo governo federal porque o Estado não quitou os R$ 263,9 milhões referentes à parcela da dívida com a União. Quando o Piratini voltou a ter gerência sobre as finanças, teve de pagar cerca de R$ 265 milhões de pendências de julho — como repasses para a saúde e horas extras de policiais. E, na última semana, ainda pagou R$ 290 milhões que corresponde ao duodécimo dos Poderes.