segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Pacote do governo poderá gerar demissão de até 1,2 mil servidores

Governador anunciou medidas nesta segunda-feira | Foto: Mauro Schaefer

Com a extinção de fundações, o governo Estado projeta demitir até 1,2 mil servidores, que hoje estão empregados nos órgãos que deixarão de existir, caso o pacote de austeridade do Piratini seja aprovado pela Assembleia Legislativa. Como há medidas de urgência no pacote, o Parlamento deve analisar o projeto até o fim deste ano. O custo para demissão de servidores será entre R$ 45 milhões e R$ 50 milhões, segundo números do próprio Pratini.


• Leia a íntegra do pacote de medidas

Para o secretário-geral do Estado, Carlos Búrigo, a redução do tamanho do Estado faz-se necessária como medida contra a crise. “Não podemos mais viver em um estado que não tem condições de pagar os seus funcionários todo o mês. Por isso que o governo anunciou as medidas duras e difíceis”, ressaltou. Caso o projeto avance, o Piratini terá seis meses para definir a forma como se darão as demissões.

Por aí que passou a decisão de extinguir fundações: “Temos queter um Estado que não seja mínimo nem máximo, mas necessário”, afirmou. “O mundo evoluiu, a sociedade evoluiu, mas o Estado ficou parado. Temos um Estado ainda da década de 70”, disse o secretário.

Ele ressaltou que o governo deve se focar em áreas consideradas essenciais: “Que o Estado tenha foco em suas atividades: segurança, saúde, educação e infra-estrutura”, frisou. Quanto às privatizações, o governo prevê um prazo de seis meses para a prospecção de interessados na compra de CEEE, Sulgás, CRM e CESA.

Extinções, fusões e privatizações

Conforme o projeto, serão extintas nove fundações: Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Fundação Cultural Piratini (FCP-TVE), Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), Fundação de Economia e Estatística (FEE), Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS), Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (FIGTF), Fundação de Zoobotânica (FZB) e undação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regionalização Administrativa e dos Recursos Humanos (Metroplan).

Entre as autarquias, a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento será modificada. Ela passará a se chamar Escritório de Desenvolvimento de Projetos (EDP) e integrará a estrutura da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão. A Superintendência de Portos e Hidrovias será extinta.

Entra as companhias, a Companhia Rio-grandense de Artes Gráficas (Corag) será extinta. Já a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Companhia Rio-grandense de Mineração (CRM), a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás) e a Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) serão federalizadas ou privatizadas.

De acordo com a Secretaria da Fazenda, a estimativa de ganho real dos projetos será de R$ 6,7 bilhões em quatro anos, com "um ganho no fluxo financeiro de R$ 2,6 bilhões". O número de secretarias, com quatro fusões, passaria para 17.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Professores da UFSM entram em greve a partir de terça-feira

Professores da UFSM entram em greve a partir de terça-feira Gabriel Haesbaert/Especial


Em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira, os docentes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) aprovaram a greve da categoria a partir de terça-feira.


Já chegam a 15 prédios ocupados na UFSM

A decisão pela antecipação da mobilização, anteriormente marcada para começar na sexta-feira, contou com a participação de 260 professores na plenária.

Centro de Educação Física e Desporto da UFSM é ocupado

De acordo com o presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFSM, Julio Quevedo, a greve é por tempo indeterminado até que a Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 55, que prevê o congelamento dos gastos públicos em saúde e em educação por 20 anos, seja retirado da votação no Senado.

– Já entregamos o documento à reitoria e devemos intensificar as atividades a partir de segunda-feira. Essa não é uma greve por salários, é uma greve por direitos, de luta em defesa pela educação, pela saúde e contra a reforma da previdência – afirmou Quevedo.

Na sexta-feira, um ato público está previsto para acontecer, mas a programação ainda não foi divulgada.

Movimento contra a PEC 55 ganha força

A decisão dos docentes, soma-se, agora, à mobilização dos técnico-administrativos em Educação, em greve desde 3 de novembro, e dos estudantes da UFSM, que ocupam, até esta sexta-feira, 15 prédios na instituição desde o dia 8.

As três mobilizações são contrárias à PEC 55, à Reforma do Ensino Médio e à reforma da Previdência Social, além da PLC 54, que renegocia dívidas dos estados.

UFRGS e Furg também entraram em greve

Na quinta-feira, os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) decidiram, em assembleia, paralisar as atividades por tempo determinado. O protesto também é pela retirada da PEC do teto dos gastos públicos, e da medida provisória (MP) 746, que institui a reforma do Ensino Médio.

A greve terá início na terça-feira, após cumprimento de 72 horas de intervalo determinadas pela legislação. O prazo para que chegue ao fim é 13 de dezembro, data até a qual deve ter ocorrido a votação da PEC, mas o movimento pode ser reavaliado.

Nesta sexta-feira, foi o primeiro dia de paralisação dos professores da Universidade Federal de Rio Grande (Furg). Aproximadamente 800 professores aderiram à paralisação, mas a programação da greve ainda não foi divulgada pela categoria.

Antes de decidirem em assembleia que iriam entrar em greve, os professores já haviam demonstrado apoio ao movimento de funcionários técnico-administrativos da universidade, que já estão paralisados há quase um mês. A paralisação, tanto dos professores quanto dos funcionários, é um protesto contra a PEC-55.

Fonte: Diário de Santa Maria

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Mais de 5,5 mil motoristas são multados no feriadão no Rio Grande do Sul

Mais de três mil motoristas foram multados por alta velocidade | Foto: Paulo Nunes / CP memória

As multas neste feriadão da Proclamação da República, com cinco dias, passam de 5,5 mil entre a última sexta-feira e esta terça-feira - enquanto todo o feriado do ano passado, com apenas três dias, somou cerca de 4,2 mil autos de infração. Segundo balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), o excesso de velocidade tem sido a principal causa dos flagrantes, somando 3.200 autuados.


Outros 92 motoristas foram multados por embriaguez, sendo que, desse total, 71 foram notificados por se recusarem a fazer o teste. Todos eles foram multados em quase R$ 3 mil e tiveram a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) retida, além de terem aberto contra si processo de suspensão da CNH por um ano.

O valor mais elevado das multas não tem inibido os infratores. Um maior número de autuações deve-se também às ultrapassagens indevidas e até a falta do uso de farol baixo durante o dia nas estradas, entre outras irregularidades.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Servidores técnico-administrativos da UFSM entram em greve a partir desta quinta-feira

Servidores técnico-administrativos da UFSM entram em greve a partir desta quinta-feira Ronald Mendes/Agencia RBS

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) começam a greve da categoria nesta quinta-feira, dia 3 de novembro. Neste primeiro dia de mobilização, está prevista a assembleia de greve, às 14h, no auditório da Química (prédio 18).


No encontro, será avaliada também como será a postura dos servidores após a decisão do STF que permite o corte do ponto de grevistas. O movimento atinge todos os campi da UFSM.

Já os professores da UFSM estão com indicativo de greve aprovado. Nesta quinta, às 14h30min, a Sedufsm fará assembleia, no auditório do prédio 67, ao lado da Fatec, no campus. Uma greve geral vai depender de decisões futuras do sindicato nacional. Em Pelotas, os professores já estão em greve.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Eduardo Cunha é preso pela PF em Brasília

Justiça Federal do Paraná determinou o bloqueio de mais de R$ 220 milhões do ex-presidente da Câmara

Eduardo Cunha é preso pela PF em Brasília | Foto: Valter Campanato / Agência Brasil / CP

O presidente cassado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi preso nesta quarta-feira, 19, em Brasília. O ex-deputado foi capturado preventivamente perto do prédio dele na capital. A prisão decretada no âmbito da Operação Lava Jato foi determinada pelo juiz responsável pela Lava Jato em 1ª instância, Sérgio Moro, informou a Polícia Federal.

A Justiça Federal do Paraná decretou a indisponibilidade de bens do ex-presidente da Câmara no montante de R$ 220.677.515,24. A decisão foi dada pela 6.ª Vara Federal de Curitiba em ação civil de improbidade administrativa movida pela Procuradoria da República, na capital paranaense, contra o peemedebista.

No último dia 13, Sérgio Moro recebeu a ação penal contra o deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fiscal pela manutenção de contas secretas na Suíça que teriam recebido propina no esquema na Petrobras. Na segunda-feira, 17, Moro intimou Eduardo Cunha para apresentar sua defesa prévia em ação penal que atribui ao ex-deputado US$ 5 milhões nas contas secretas que ele mantinha na Suíça.

O processo foi remetido para a primeira instância em Curitiba pois Cunha perdeu foro privilegiado desde que foi cassado pela Câmara, por 450 votos a 10, no dia 12 de setembro. Com isso, na semana passada o Supremo remeteu esta ação contra o peemedebista para Curitiba. Agora, Cunha começará oficialmente a ser julgado pelo juiz da Lava Jato, que também julga outra ação penal que tem como ré a mulher do ex-parlamentar Cláudia Cruz, acusada de lavagem e evasão de US$ 1 milhão oriundos de crimes que teriam sido praticados pelo seu marido e que foram utilizados para compras em lojas de luxo no exterior. Além disso, uma das filhas do peemedebista, Danielle Dytz da Cunha também é investigada pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Nesta ação, a segunda em que Cunha é réu na Lava Jato, o deputado cassado teria recebido em suas contas na Suíça propinas de ao menos R$ 5 milhões referentes a aquisição, pela Petrobrás, de 50% do bloco 4 de um campo de exploração de petróleo na costa do Benin, na África, em 2011. O negócio foi tocado pela Diretoria Internacional da estatal, cota do PMDB no esquema de corrupção. Parte destes recursos foi repassada para Cláudia Cruz, também em contas no exterior, e a transação está sendo investigada na ação contra a mulher do peemedebista.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

PEC do teto de gastos públicos passa em 1ª votação na Câmara

Deputados federais votam a PEC do teto dos gastos públicos na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (10)

A Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno nesta segunda-feira (10) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do teto nos gastos públicos. Foram 366 votos favoráveis, 111 contrários e mais duas abstenções.


A proposta é apresentada pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB) como a principal medida para ajustar as contas do governo e combater a crise econômica, mas é criticada pela oposição porque poderia reduzir o valor investido em educação e saúde na comparação com as regras atuais.

Por ser uma PEC, o projeto ainda terá que passar por mais uma votação na Câmara antes de seguir para o Senado, onde também é votado duas vezes.

Debate tenso
A votação foi marcada por debates acalorados entre deputados governistas e da oposição. Em determinado momento, deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) chegou a gritar, por diversas vezes, para seus colegas de parlamento que calassem a boca. "Cala a boca! Vocês vão ter que me ouvir!". Sá é contrário à PEC.

A segunda votação na Câmara deve ocorrer num prazo de ao menos cinco sessões, o que deve ser alcançado apenas na próxima semana. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que irá respeitar esse prazo.

No Senado, se for alterado, o projeto retorna à Câmara, onde passa por nova tramitação em dois turnos.

Manobras aceleram votação
Nesta segunda-feira, a base do governo Temer usou de manobras previstas no Regimento Interno da Câmara para acelerar a votação do texto.

Primeiro, conseguiu aprovar a dispensa do prazo de duas sessões após a aprovação da PEC na comissão especial, o que ocorreu na última quinta-feira (6). Isso permitiu a votação nesta segunda-feira, antecipando o prazo em um dia.

Em seguida, a base do governo apresentou um pedido para retirar o projeto de pauta, mas apenas para poder votar contra e derrubar o mesmo pedido apresentado pelos próprios governistas. Na prática, isso evitou que fossem colocados em votação uma série de pedidos da oposição sobre a tramitação da PEC, o que poderia atrasar a votação.

Em derrotas sucessivas da oposição, o plenário da Câmara requerimentos para a retirada de pauta da votação da PEC.

Entenda a PEC
A PEC propõe limitar o crescimento dos gastos públicos pelos próximos 20 anos ao percentual da inflação nos 12 meses anteriores. Na prática, a medida congela os gastos do governo, já que a reposição da inflação apenas mantém o mesmo poder de compra do Orçamento.

O principal objetivo da proposta é conter o avanço da dívida pública. A ideia é que ao arrecadar, com impostos, mais do que gasta, o governo consiga reduzir o total da dívida.

A equipe econômica do governo também aposta na provação da medida como uma forma de reconquistar a credibilidade do mercado, o que atrairia investimentos e favoreceria o crescimento da economia.

"Não é uma medida que pertence ao governo, não é um projeto partidário, é uma medida de salvação nacional", disse o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA).

O principal questionamento à medida é a mudança nas regras dos gastos com saúde e educação. Hoje, essas áreas recebem um percentual mínimo calculado com base nas receitas do governo. Ou seja, se a economia cresce, aumentam os investimentos nas duas áreas.

Apesar de a PEC não limitar explicitamente quanto pode ir para os dois setores, há a expectativa de que os orçamentos da saúde e educação sigam o aumento apenas pela inflação do ano anterior.

"Essa PEC será a desgraça do Brasil, essa PEC significa que as escolas técnicas, as universidades, os hospitais terão menos dinheiro", afirmou o deputado da oposição Zé Geraldo (PT-PA).

Inconstitucional, diz Procuradoria
Em nota técnica enviada à Câmara, a Procuradoria-Geral a República afirma que a PEC é inconstitucional pois desrespeita a separação de poderes, por reduzir a capacidade do Congresso Nacional e de órgãos do Judiciário de definir o Orçamento.

A nota da PGR foi assinada pela Secretaria de Relações Institucionais do órgão e não equivale a uma manifestação judicial da Procuradoria, o que deve acontecer em breve em ações que contestam a PEC no STF (Supremo Tribunal Federal).


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

80 funcionários recebem aviso-prévio, e hospital de Jaguari deve fechar no final do mês

80 funcionários recebem aviso-prévio, e hospital de Jaguari deve fechar no final do mês Lauro Alves/Agencia RBS

Um dia após a eleição, os moradores de Jaguari foram surpreendidos com a notícia de que o Hospital de Caridade da cidade deve fechar as portas. Os cerca de 80 funcionários receberam aviso-prévio e devem trabalhar só até o final de outubro, quando o hospital deve fechar as portas, segundo informações da Rádio Jaguari. Com isso, a cidade, de 11 mil habitantes, deve ficar sem hospital.


Segundo informação  dos diretores do Hospital de Caridade de Santiago, que administra o hospital de Jaguari, informam que estavam em reunião, mas confirmaram as demissões, e que só poderão falar sobre o assunto no final da tarde desta segunda-feira.

Fonte: Diário de Santa Maria