quinta-feira, 11 de junho de 2015

TCE fará varredura em despesas da Assembleia



OTribunal de Contas do Estado (TCE-RS) irá passar um pente-fino nos gastos da Assembleia Legislativa, especialmente nas despesas com o cartão combustível, diárias e efetividade dos servidores, incluindo os gastos referentes à indenização do uso de veículos, entre os anos de 2012 e 2014.

“Este tipo de atividade é realizada ordinariamente, mas trabalhávamos sob o critério da matriz de risco, utilizando uma amostragem. Diante das denúncias de irregularidades, o Tribunal irá examinar o conjunto das despesas na Assembleia”, explicou ontem o presidente do TCE, Cezar Miola, após solicitação do presidente do Legislativo gaúcho, deputado Edson Brum (PMDB), para que o tribunal amplie a inspeção especial instaurada recentemente na Assembleia gaúcha.


“Instauramos uma inspeção em abril para analisar o caso e, a partir das denúncias que vieram à tona, estávamos avaliando a possibilidade de ampliar o objeto da auditoria para o universo dessas despesas. O pleito trazido hoje (quinta-feira) vem ao encontro desse objetivo, evidenciando que o Parlamento quer esclarecer a situação”, disse Miola.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Pronatec terá número de vagas reduzido este ano, diz ministro




Com um corte de R$ 9,4 milhões em seu orçamento, o Ministério da Educação começa a mexer em alguns de seus principais programas. Uma das vitrines de campanha da presidente Dilma Rousseff, o Pronatec terá este ano um milhão de vagas, um terço do que foi oferecido em 2014, no primeiro decréscimo no programa desde a sua criação. O número foi apresentado pelo ministro Renato Janine Ribeiro durante audiência pública nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados.

Janine também confirmou que o governo estuda um aumento nos juros do Financiamento Estudantil, mas não confirmou se o valor subirá para 6,5%. "O Pronatec vai ter este ano um milhão de vagas mesmo com os cortes. Estamos administrando isso com o cuidado, com o carinho de evitar maiores prejuízos. Na última semana, liberamos mais de R$ 270 milhões para as entidades afiliadas ao Pronatec. Se houve atraso, não foi absolutamente por vontade, foi por falta de recursos", disse o ministro ao responder uma das perguntas durante a audiência.


Em 2014, o Pronatec, que oferece qualificação profissional de nível médio e básico em associação com universidades e o Sistema S, teve 3 milhões de bolsas. Era um dos principais motes da campanha presidencial de Dilma Rousseff - que chegou a indicar o programa para uma economista desempregada que perguntou a ela, durante debate, o que deveria fazer para encontrar um novo emprego. No ano passado, foi atingida a meta de 8 milhões de vagas e o governo determinou uma nova meta, de 12 milhões até 2018.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Governo vai reduzir renda máxima familiar para acesso ao Fies

 Atualmente, podem se candidatar ao programa jovens com renda familiar de até 20 salários mínimos




O governo federal vai reduzir a renda máxima familiar para os estudantes terem acesso ao Financiamento Estudantil (Fies). Atualmente, podem se candidatar ao programa jovens com renda familiar de até 20 salários mínimos (R$ 15.760) — esses com direito a financiar apenas 50% das mensalidades —, mas o valor está sendo considerado excessivo atualmente, já que o salário mínimo vem subindo acima da inflação há pelo menos uma década. O novo teto ainda está sendo definido e deve ser divulgado nos próximos dias, mas não afeta os contratos atuais.


Um dia depois de confirmar que haverá novas inscrições para o Fies neste segundo semestre, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, informou que já para essa segunda edição serão usados novos critérios de seleção. Além de dar prioridade aos cursos com notas quatro e cinco, como na primeira edição deste ano, as regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste — com exceção do Distrito Federal — terão direito a mais vagas do programa, em uma tentativa de diminuir as desigualdades regionais.

domingo, 7 de junho de 2015

Vídeos mostram suspeitas de irregularidades em gabinete de deputado no RS



Uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, apontou  suspeitas de irregularidades em gabinete da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Vídeos gravados por um ex-chefe de gabinete e pela reportagem da RBS TV mostraram extorsão de salários de funcionários e um golpe para aumentar o valor da indenização por uso de veículo particular em serviço.

A investigação de três meses, feita pelo repórter Giovani Grizotti, registrou indícios de crimes envolvendo deputados de quatro Estados. No Rio Grande do Sul, as suspeitas foram reveladas por um ex-chefe de gabinete de Diógenes Basegio (PDT). Neuromar Gatto diz que assessores ocupantes de cargo de confiança (CCs) devolviam ao parlamentar parte ou todo o vencimento mensal. Em um dos vídeos gravados pelo ex-chefe de gabinete, o assessor Álvaro Ambrós afirma que devolvia entre “R$ 3,2 mil e R$ 3,3 mil” de um salário de R$ 7,7 mil.

— Essas pessoas traziam os valores e entregavam a mim. E eu, naturalmente, passava ao deputado esses valores, como consta nas gravações — afirma Gatto, que era o “arrecadador” do esquema e atuava em Passo Fundo, território eleitoral do pedetista.

Outra gravação mostra o publicitário de Passo Fundo Paulo Marins, que organizou campanhas de Basegio, entregando a Gatto o que seria parte do salário de sua mulher, Eliane Marins, assessora do gabinete até dezembro de 2014. A reportagem exibiu ainda flagrante em que a dona de casa Hedi Vieira, também de Passo Fundo, admite, sem saber que era gravada, que devolvia o salário a Basegio e que era assessora “só no papel”.


Após fazer a arrecadação, Gatto afirma que entregava os valores ao deputado. Um vídeo mostra Basegio recebendo pacotes de dinheiro. Um, formado por notas de R$ 10, despertou uma queixa do parlamentar, em tom de ironia.

sábado, 6 de junho de 2015

FEDERAÇÃO ISRAELITA VAI AO MEC CONTRA A UFSM. COMUNIDADE JUDAICA DIZ QUE HÁ BOICOTE NAS UNIVERSIDADES CONTRA ISRAEL.

A comunidade judaica do Rio Grande do Sul pretende ir até o Ministério da Educação em busca de explicações para o ofício encaminhado pela reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) com o objetivo de identificar a presença de israelenses na instituição. A comunidade teme pelo recrudescimento de ações antissemitas no Estado.

— É sabido que há um crescimento de boicotes a Israel em universidades pelo país. Vamos a fundo neste caso, pois se trata de assunto grave, inclusive com repercussões negativas na imprensa internacional — disse esta tarde  o presidente da Federação Israelita do RS, Zalmir Chwartzman, que aduziu:



— Num primeiro momento, as explicações dadas pelo reitor nos parecem frágeis e inconsistentes. A história nos ensinou que fatos semelhantes a esse, que parecem pequenos, se tornaram a maior tragédia da humanidade.

A CADA 36 HORAS SAI UM REGISTRO POLICIAL POR ATOS DE RACISMO OU PRECONCEITO NO RS

Um estudo inédito, que já está com as autoridades da área da segurança pública, revela que, a cada 36 horas, em média, uma ocorrência envolvendo preconceito foi registrada pela Polícia Civil nos últimos sete anos. Nada menos que 1.677 queixas decorrentes de ofensas ou ameaças carregadas de ódio a alguma etnia, nacionalidade ou origem chegaram às delegacias gaúchas.


Isso significa que, a cada dia e meio, um confronto marcado pelo desprezo entre brancos, negros, asiáticos, indígenas ou judeus, entre gaúchos e não gaúchos, brasileiros e estrangeiros, entre pessoas de origens ou culturas diferentes desmentiu a reputação de hospitalidade que a população do Estado costuma atribuir a si.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Professor universitário denuncia suposto caso de racismo contra israelenses na UFSM




Um professor universitário de Porto Alegre fez uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF), em Santa Maria, sobre um suposto caso de racismo contra israelenses envolvendo a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O motivo da polêmica foi um documento enviado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, pedindo aos programas de pós-graduação que informassem se há a "presença ou perspectiva de discentes ou docentes israelenses" em seus respectivos cursos.

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No documento, datado de 15 de maio deste ano, a pró-reitoria informa que esse pedido foi feito para atender a um requerimento de representantes dos sindicatos de professores (Sedufsm) e servidores (Assufsm), do Diretório Central de Estudantes (DCE) e do Comitê Santa-Mariense de Solidariedade ao Povo Palestino, via Lei de Acesso à Informação.

A polêmica ganhou força porque, segundo a UFSM, alguém fez uma montagem e colou no documento um selo com a expressão "Liberdade para a Palestina. Boicote a Israel", divulgando-o na internet.

O gabinete do reitor nega que tenha havido discriminação e que apenas cumpriu um pedido feito via Lei de Acesso à Informação. A reitoria também afirmou que não iria informar nomes de professores e estudantes israelenses, apenas se havia ou não docentes e discentes desse país na instituição.

Já a Sedufsm também nega qualquer tipo de discriminação e alega que havia pedido informações sobre um possível convênio entre UFSM e a empresa israelense Elbit, que fabrica armamentos e aeronaves. A justificativa para o pedido de informações é que a Sedufsm é contra a participação da UFSM em convênio que possa resultar em armas a serem usadas contra os palestinos, que estão em conflito com Israel.