segunda-feira, 16 de junho de 2014

SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR DEFENDE DIREITOS DOS HOMOSSEXUAIS



         Maria Elizabeth Guimarães tomou posse nesta segunda-feira
Primeira presidente mulher do Superior Tribunal Militar defende direitos dos homossexuais José Cruz/Agência Brasil
O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, o ministro do STF Dias Toffoli, a vice-procuradora-geral da República Ela Wiecko participaram da solenidadeFoto: José Cruz / Agência Brasil

A ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha se tornou a primeira presidente mulher do Superior Tribunal Militar ao tomar posse nesta segunda-feira. Ela ficará à frente do cargo até março de 2015, para completar o mandato do ministro Raymundo Cerqueira, que deixou a Corte por ter se aposentado.
Em 2007, a ministra também se tornou a primeira mulher nomeada para a Corte, ocupando uma das três cadeiras reservadas para os advogados. Em entrevista antes da solenidade, a ministra do STM disse que a ascensão das mulheres é muito bem-vinda.
– Elas estão integrando há muito tempo as fileiras da Aeronáutica. Com relação ao Exército e à Marinha, a presidente Dilma promoveu o maior acesso a elas – afirmou.
A magistrada também defendeu os direitos dos homossexuais e afirmou que dentro da caserna não há lei que impeça a presença de gays, mas admitiu que há preconceitos e que "todos nós sabemos".
 Mas eu defendo a igualdade. Todos nós, cidadãos brasileiros, homo ou heterossexuais, têm um compromisso com a pátria. E ninguém pode ser segregado. O Estado não pode promover o discurso do ódio – afirmou.
Mesmo permanecendo por pouco tempo na presidência, Elizabeth Rocha disse que vai priorizar na sua gestão processos que versam sobre direitos fundamentais.
– Existem processos prioritários como habeas corpus e criminais. Os demais são julgados de acordo com a colocação em pauta. A ordem é cronológica – afirmou, em entrevista coletiva antes de tomar posse no cargo.
Outra prioridade da magistrada será a digitalização dos processos, que, afirmou, será dividida em duas partes. A primeira é acelerar o fluxo dentro da Corte e a complementação terá por objetivo salvaguardar a memória do Brasil e da Corte. A ministra disse que a Justiça Militar como um todo recebe 2 mil processos por ano, sendo julgados a mesma quantidade também. Ela disse que a apreciação dos processos precisa ter cautela, uma vez que toda vez que o militar está sub judice, ele tem sua atividade profissional suspensa.
– Por isso é tão importante a permanência de militares neste tribunal para que possamos conciliar a Justiça do comandante com a Justiça civil – destacou.Na solenidade, que ocorre no plenário do STM, o ministro Fernando Sérgio Galvão assumirá a vice-presidência. Participaram da solenidade o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, o ministro do STF Dias Toffoli, a vice-procuradora-geral da República Ela Wiecko e outras autoridades
*Agência Estado 


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