Brasília
(DF) – Documentos obtidos pela Revista Época revelaram que o ex-ministro da
Casa Civil, Antonio Palocci, recebeu R$ 12 milhões de empresas em 2010, quando
coordenava a campanha da presidente Dilma Rousseff. Segundo a revista, o
ex-ministro atuou como arrecadador informal da petista, ao lado do tesoureiro
do PT, João Vaccari Neto, preso na última quarta-feira (15).
De
acordo com “Época”, em 3 de dezembro, quando foi escolhido ministro-chefe da
Casa Civil por Dilma, Palocci recebeu R$ 1 milhão do escritório do ex-ministro
Márcio Thomaz Bastos. As informações estão presentes nos documentos da empresa
do petista em poder do Ministério Público Federal (MPF).
O
dinheiro teria sido repassado sem que houvesse um contrato formal, era um
contrato de boca. Duas semanas depois, Palocci recebeu mais R$ 1 milhão de
Thomaz Bastos. Os R$ 2 milhões somavam-se aos R$ 3,5 milhões repassados durante
a campanha e a pré-campanha de Dilma. A revista afirmou que o dinheiro era pago
pelo Pão de Açúcar, segundo advogados de Palocci e do escritório de Thomaz
Bastos.
O
objetivo do repasse era para que Palocci ajudasse na fusão entre o grupo de
Abilio Diniz e as Casas Bahia. Palocci, no entanto, segundo a consultoria
Estáter, contratada de forma exclusiva pelo Pão de Açúcar para tocar a fusão,
informou ao MPF que não prestou qualquer serviço ao Pão de Açúcar, o que
despertou suspeitas entre os investigadores.
No
total, Palocci recebeu R$ 5,5 milhões em 11 parcelas, todas sem contrato. Os
valores eram de R$ 500 mil, no auge das eleições, e de R$ 250 mil, antes, e
sempre foram depositados, segundo o próprio Palocci, na conta da Projeto, a
empresa de consultoria criada por ele após deixar o governo Lula.
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